22 junho 2008

Do plano à ação - Três caminhos para executar e monitorar o planejamento da sua empresa

Zero Hora - 22 de junho de 2008 - Caderno Dinheiro

Bons planejamentos estratégicos podem atingir todos os objetivos, mas mesmo os mais criativos e visionários se tornam inúteis se não forem transformados em ação.Veja três recomendações que vão ajudá-lo a realizar essas transformações.

Comunique o mais importante

É difícil conduzir todas as nuances que o planejamento em uma grande corporação pode ter. Certificar-se de que a maioria conhece o seu papel na execução de 80% das funções mais importantes da estratégia é mais útil do que informar a todos sobre os 20% restantes. Tim Stratman, ex-diretor executivo da RRD Direct, de Chicago, afirma que o sucesso está em objetivos simples e claros, conhecidos pela empresa. Na UPS, gigante americana de logística, reuniões rápidas e diárias mantêm todos no rumo.
- Havia reuniões obrigatórias diárias de três minutos para reforçar objetivos e resolver problemas. Isso representa 4 milhões de horas de comunicação por ano - diz Tom Weidemeyer, ex-diretor operacional da empresa.

Facilite a solução

A maioria das empresas desenvolve métodos para testar as possibilidades de seus planos.
- Se o objetivo era resolver dificuldades de remessa, poderíamos rastrear o transportador de cargas para descobrir as origens do problema - explica Gordon Woodfall, da americana Thermo KeyTek, que monitorou o comportamento de motoristas para chegar aos resultados desejados.

Revisões formais

São poucas as chances de sucesso de um plano que não for freqüentemente revisto. Seja específico sobre o quanto pretende revisar o planejamento e qual será a agenda de acompanhamento. Os recursos humanos devem estar no topo da agenda nas sessões regulares de revisão.
Stratman ressalta que, na RRD Direct, a cada ano fazia-se uma avaliação rigorosa para garantir o profissional adequado na função apropriada. Quando se tem certeza de ter as pessoas certas nas funções certas, deve-se então, antes de executar, analisar os recursos disponíveis.
Para cobrir lacunas entre os critérios e as decisões agressivas a serem tomadas, é preciso contar com instrumentos confiáveis para avaliar os recursos. O mecanismo específico e mais eficiente para isso dependerá do tamanho, da complexidade e da cultura da organização.
- Se tivermos uma idéia clara das primeiras iniciativas, assim como dos pontos-chave sobre os quais impactarão, teremos a melhor visão do progresso real do plano - afirma o ex-presidente da Fourth Floor, Bob Zagotta.

Melissa Raffoni é fundadora da Raffoni CEO Consulting

*Tradução: Régis Machado

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