Ângela Klinke
16/07/2008

Rodrigo Vesule, diretor da Dafe, empresa
representante do energético finlandês Mad-Croc:
"Queremos os 40% do mercado que estão com as
marcas nacionais"
A "lei seca" tem esvaziado bares e reduzido o consumo de bebidas alcoólicas. O que dizer, então, dos energéticos que estão sempre de carona em um drinque? "Esse momento é um divisor de águas. Não poderíamos ter melhor oportunidade para mostrar que há várias formas de consumir um energético além da combinação com álcool. Pode ser no trabalho quando vem o cansaço no meio da tarde ou para ganhar motivação no esporte. Temos muito para crescer aqui", defende Rodrigo Vesule, diretor da recém-criada Dafe. A empresa foi constituída exclusivamente para representar no Brasil a Mad-Croc, fabricante finlandesa de energéticos. "A marca é a quarta mais importante dos Estados Unidos, onde vende 500 milhões de latas por ano contra 2 bilhões da Red Bull."
Energia I
A Red Bull também é líder no Brasil com 60% do mercado, que o ano passado chegou a 120 milhões de latas. "Neste momento não vamos disputar com eles. Queremos os outros 40% que estão com as marcas nacionais como Flying Horse, Flash Power e Bad Boy." A Mad-Croc começou a experimentar o mercado em dezembro com uma embalagem inédita no setor de 500 ml. Hoje, está desenvolvendo as praças de São Paulo - está na rede de conveniência BRMania e em supermercados - e Rio, também com a lata de 250 mls. Até o fim do ano chega a Minas e Paraná, e em 2009 terá a distribuição nacional. "Vamos trabalhar muito nos pontos de venda para estimular novos hábitos de consumo." A meta este ano é vender dois milhões de latas.
Energia II
A Mad-Croc faz parte do grupo finlandês Energy Brand. Além da bebida, fabrica na Holanda chiclete e gel energéticos - esse para ser usado na pele e ser absorvido mais rapidamente na prática esportiva. Esses itens devem chegar ao Brasil só em 2009. Segundo Vesule, a marca é líder na Escandinávia e está presente em 40 países. "A Áustria (onde nasceu o Red Bull) é o mercado mais desenvolvido e tem um consumo per capita de 14 latas por ano. No Brasil, estamos em 0,34 lata. Há muito mercado para trabalhar."
Energia III
Uma das estratégias mundiais da Mad-Croc é a associação com os esportes a motor. Já patrocinaram Heikki Kovalainen na Fórmula 1- a McLaren, atual escuderia do moço, não permite patrocínio ao piloto. No Brasil, estão com os pilotos Fernando Galera, na F-3 sulamericana; Allan Khodair na Stock Car Brasil; e Claudio Ricci na GT3 Brasil. "Nosso compromisso nessa área é pesado. Vamos investir 20% do faturamento em marketing.
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